Protocolo para tratamento de dependência tecnológica é aprovado pela Comissão de Saúde da Câmara

Paciente em tratamento para dependência tecnológica

Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprova protocolo clínico no SUS para tratar dependência tecnológica. Saiba mais sobre a proposta e seus impactos.

Protocolo para Tratamento de Dependência Tecnológica no SUS

A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprovou proposta que estabelece um protocolo clínico no Sistema Único de Saúde (SUS) para tratar a dependência tecnológica decorrente do uso abusivo de internet, redes sociais, videogames e demais equipamentos digitais.

O diagnóstico adotará os critérios da Classificação Internacional de Doenças (CID) da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Lei 12.842/13, que regulamenta o exercício da medicina no país. Além disso, a proposta prevê a avaliação multidisciplinar dos impactos funcionais, sociais e psicológicos do paciente.

A Organização Mundial da Saúde não reconhece o “vício em tecnologia” como uma doença, mas incluiu na CID o “transtorno por uso de jogos eletrônicos” (gaming disorder) em 2019. Este transtorno é caracterizado por perda de controle sobre o tempo gasto jogando, prioridade excessiva dada ao jogo em detrimento de outras atividades e manutenção desse padrão mesmo com consequências negativas significativas.

Substitutivo do Relator Allan Garcês

O texto aprovado é um substitutivo do relator, deputado Allan Garcês (PP-MA), ao Projeto de Lei 2218/15, dos ex-deputados Marcos Abrão e Rubens Bueno.

O relator propôs mudanças cruciais no diagnóstico e na equipe de tratamento. O diagnóstico deve seguir critérios da CID e a equipe multidisciplinar será formada por psiquiatras, neurologistas e psicólogos, com foco em terapia cognitivo-comportamental.

Saúde Pública

Allan Garcês classifica o uso excessivo da internet e de tecnologias como um problema de saúde pública. O relatório destaca que o comportamento compulsivo resulta em problemas como ansiedade, déficit de atenção e alterações no humor.

O Ministério da Saúde terá até 180 dias para regulamentar as diretrizes do protocolo, capacitar profissionais e criar centros de referência regionais.

Próximos Passos

A proposta seguirá para análise pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania em caráter conclusivo. Para se tornar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

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Fonte: camara.leg.br

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