Projeto aprovado proíbe comércio de produtos feitos com trabalho infantil ou forçado

Imagem representativa do projeto de lei que combate trabalho infantil e forçado

Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados aprova projeto de lei que visa combater práticas de trabalho infantil e forçado. Saiba mais sobre as regras e penalidades.

Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados aprova projeto de lei

A Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que proíbe a importação e o comércio no Brasil de produtos fabricados com emprego de trabalho infantil, forçado ou obrigatório. O objetivo é combater essas práticas em cadeias de produção globais.

O que o projeto estabelece?

O governo federal definirá as regras da proibição e coordenará órgãos como a aduana, o comércio exterior e a inspeção do trabalho para aplicar a lei. Quem descumprir a lei terá os produtos importados apreendidos e confiscados em favor da União.

O valor arrecadado será destinado a um fundo especial de combate ao trabalho forçado ou obrigatório e ao trabalho infantil. A empresa poderá evitar a penalidade se provar que adotou medidas de controle adequadas ao seu porte e ao risco do negócio.

Transparência e identificação de empresas

A cada seis meses, o governo federal deverá divulgar a lista de empresas e entidades internacionais que usam trabalho infantil ou forçado. Essa lista terá como base informações da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e decisões judiciais no Brasil e no exterior, além de outras fontes oficiais. Não haverá possibilidade de recurso.

A comissão aprovou o substitutivo apresentado pelo relator, deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA), ao Projeto de Lei. As propostas iniciais tratavam apenas da importação de cacau e derivados produzidos com trabalho degradante, escravo ou infantil. O texto atual ampliou essa proibição para todos os produtos.

Objetivos globais e próximos passos

O relator explicou que o Brasil busca erradicar o trabalho forçado e infantil, influenciando práticas laborais globais e forçando empresas multinacionais a melhorar as condições de trabalho em suas cadeias de suprimentos mundiais. A proposta seguirá para análise pelas comissões de Desenvolvimento Econômico; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

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Fonte: camara.leg.br

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