Ex-ministro do Trabalho e Previdência, Ahmed Mohamad Oliveira, afirma à CPMI do INSS que não foi informado sobre descontos associativos irregulares durante sua gestão.
A falta de conhecimento sobre descontos irregulares na gestão do ex-ministro
O ex-ministro do Trabalho e Previdência, Ahmed Mohamad Oliveira, afirmou à CPMI do INSS que não recebeu denúncias sobre irregularidades em descontos associativos durante sua gestão. Ele foi diretor e presidente do INSS e ministro entre maio de 2021 e dezembro de 2022. Ahmed Mohamad, que se converteu ao islamismo, antes José Carlos, declarou que só teve conhecimento das denúncias após operação da Polícia Federal. Na época, a CGU e o TCU não abordaram o desconto associativo entre suas recomendações e acórdãos, respectivamente.
Má gestão e contradições
Oliveira reconheceu a falta de fiscalização dos acordos com as entidades responsáveis pelos descontos, destacando a reabilitação de associados da Contag mediante procurações válidas. Paulo Pimenta contestou a versão do ex-ministro, apontando participação do INSS, Previdência e CGU em grupo de trabalho para apurar os descontos. Polêmicas envolvendo a adesão de associados e reconhecimento de entidades fictícias também foram levantadas.
Responsabilidades e flexibilização legislativa
Deputados e senadores questionaram a postura do governo em devolver valores aos aposentados ao invés de responsabilizar as empresas. O relator da comissão mencionou leis aprovadas pelo Congresso que flexibilizaram a fiscalização dos descontos, citando medidas adotadas durante a pandemia que prejudicaram a validação anual exigida anteriormente.
Fonte: camara.leg.br

