CPMI do INSS: depoente revela conhecer investigados, mas se cala sobre transferências suspeitas

Cecília Rodrigues Mota - depoente na CPMI do INSS

Advogada Cecília Rodrigues Mota admite conhecer pessoas investigadas pela Operação Sem Desconto na CPMI do INSS, mas evita explicar movimentações financeiras suspeitas. Confira os detalhes!

CPMI do INSS ouve advogada Cecília Rodrigues Mota

Nesta terça-feira (18), a CPMI do INSS ouviu a advogada Cecília Rodrigues Mota, ex-presidente da Associação dos Aposentados e Pensionistas Nacional (Aapen) e da Associação dos Aposentados e Pensionistas do Brasil (AAPB). Ela admitiu conhecer parte das pessoas citadas nas investigações da Operação Sem Desconto, reconheceu ser proprietária de várias empresas suspeitas de lavagem de dinheiro e confirmou ter movimentado milhões de reais, mas negou que esses recursos tenham origem ilícita.

Origem dos recursos e trabalho como advogada

Cecília declarou que toda sua renda advém do trabalho como advogada, incluindo serviços às entidades em que atuou, além do trabalho em seu escritório de advocacia e em empresas privadas. Ela negou irregularidades em suas atividades profissionais, mas enfrentou questionamentos sobre repasses milionários para terceiros e suas relações comerciais, optando pelo silêncio em diversas ocasiões.

Relação com outros investigados

Cecília admitiu conhecer diversos nomes ligados ao INSS, como André Fidelis, Eric Fidelis, Virgílio de Oliveira, Carlos Lupi e José Carlos Oliveira, porém classificou a maior parte dessas relações como ‘institucionais’. Questionada sobre transferências envolvendo outros investigados, como Thaísa Hoffmann Jonasson e Maria Paula Xavier da Fonseca Oliveira, ela preferiu manter o silêncio.

O relator da CPMI confrontou a depoente com detalhes de repasses e coincidências de datas de voos, mas Cecília se manteve discreta em relação a informações específicas, alegando não ter acesso completo às provas.

Empresas e movimentações financeiras

Quanto às empresas ligadas a ela, Cecília preferiu não detalhar a estrutura societária e as funções desempenhadas, recorrendo mais uma vez ao direito de silêncio. Sobre a Highway Comércio e Serviço de Informática, ela afirmou apenas que a empresa atua na produção de softwares e no desenvolvimento de sites, sem fornecer mais detalhes.

Enriquecimento e viagens ao exterior

Os questionamentos também incluíram a evolução patrimonial de Cecília, destacando a aquisição de veículos de luxo e viagens ao exterior. A advogada explicou que os veículos foram adquiridos com recursos da advocacia, negando algumas acusações sobre o número de viagens internacionais e defendendo a legalidade de suas atividades profissionais.

O relator enfatizou o volume das movimentações financeiras e levantou a possibilidade de indícios de lavagem de dinheiro, ressaltando a importância da transparência nos procedimentos legais em andamento.

Suspensão do consignado

No encerramento da reunião, o presidente da CPMI propôs a suspensão da cobrança de empréstimos consignados por seis meses, em apoio às vítimas das fraudes investigadas. Ele assegurou que a CPMI está comprometida em revelar os responsáveis pelos desvios e operações ilícitas, reiterando o compromisso com a transparência e a justiça.

Com informações da Agência Senado.

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Fonte: camara.leg.br

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