Descubra por que ex-colaboradores da Busscar ainda não receberam suas indenizações após a falência da empresa em 2012. Saiba detalhes do processo e os desafios enfrentados pelos trabalhadores.
Arquivo / Fábrica ficou parada por anos
O Caso Busscar continua sendo o maior vexame trabalhista da história de Joinville e Santa Catarina. A maioria dos 5,5 mil ex-funcionários permanecem sem receber suas indenizações 14 anos depois da falência decretada pela 5ª Vara Cível da Comarca de Joinville. Segundo informação do Sindicato dos Metalúrgicos, a dívida ultrapassava R$ 250 milhões, mas a massa falida foi arrematada anos depois por R$ 65,15 milhões. Os novos donos, acionistas da Caio/Induscar de Botucatu (SP), fabricam carrocerias de ônibus no mesmo parque fabril há mais de cinco anos. O processo está na Vara Regional de Falências, Recuperações Judiciais e Extrajudiciais implantada em Jaraguá do Sul. Segundo ex-funcionário, Amarildo Jorge, há anos que o grupo não tem informações sobre pagamentos futuros.
Ascensão e queda
A Busscar competia com a Marcopolo no segmento de fabricação de carrocerias de ônibus interestaduais. Em seu auge, a empresa contava com aproximadamente seis mil funcionários. Com a crise de 2008, a falta de empréstimos levou à crise de 2012. Os principais credores, incluindo BNDESpar e outros bancos, não aceitaram o plano de recuperação. O BNDES não concordou com a proposta de conversão das dívidas em ações da empresa, resultando em prejuízos e funcionários sem receber suas indenizações.
Sem informações
Esbaldini Testoni afirma que até hoje não se sabe o montante arrecadado com os leilões. A falta de transparência persiste, deixando os funcionários sem previsão de recebimento. A proposta de conversão das dívidas bancárias foi rejeitada, resultando em prejuízos para todos os envolvidos.
Fonte: scempauta.com.br
