Projeto de Lei obriga governo a custear assistência à saúde para servidores expostos a DDT

Servidores em trabalho de combate a endemias

Saiba mais sobre o Projeto de Lei 5489/23 que propõe o governo arcar com os custos da saúde de servidores que tiveram contato com inseticidas carcinogênicos como o DDT. Veja os benefícios previstos e os próximos passos da proposta.

A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 5489/23

O projeto obriga o governo a pagar a assistência à saúde para servidores que tiveram contato com inseticidas carcinogênicos, como o DDT. Serão beneficiados os servidores da extinta Sucam e da Funasa admitidos até 31 de dezembro de 1994, bem como os dependentes naturais.

Parecer favorável do relator

O deputado Paulo Guedes (PT-MG) recomendou a aprovação do texto com ajuste para garantir a disponibilidade orçamentária. Ele ressaltou os riscos enfrentados por esses profissionais e a necessidade de apoio.

Antigas práticas e proibição do DDT

Os servidores utilizavam produtos como DDT e Malathion no combate a mosquitos transmissores de doenças. O DDT foi proibido no Brasil em 1998 devido à sua alta toxicidade e potencial cancerígeno.

Impactos da exposição ao DDT

O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) destaca a relação entre a contaminação por DDT e o aumento da incidência de câncer, como de pâncreas, mama e próstata. Ele ressalta a importância de apoiar esses servidores e suas famílias.

Próximos passos do projeto

O PL tramita na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania para análise. Para virar lei, será necessário aprovação na Câmara e no Senado. A proposta visa garantir a saúde e o apoio aos servidores impactados pelo contato com substâncias prejudiciais.

Da Reportagem/RMEdição – Natalia Doederlein

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Fonte: camara.leg.br

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