Saiba mais sobre as figuras modeladas em argila de Taubaté, reconhecidas com Indicação Geográfica (IG) e seu impacto na economia regional. Conheça a tradição que remonta ao século XVII e a importância da proteção do saber-fazer local.
Arte em Argila de Taubaté Recebe Indicação Geográfica
O Brasil conta com mais uma importante conquista para o artesanato: a Indicação de Procedência para as figuras modeladas em argila de Taubaté. O INPI reconheceu o valor histórico e cultural dessas peças, que representam não apenas uma tradição, mas também geram renda e oportunidades de negócios para artesãos locais.
A arte figureira de Taubaté tem suas raízes no século XVII, quando os frades franciscanos introduziram a confecção de presépios em argila durante a construção do Convento de Santa Clara. Esse ofício foi passado de geração em geração, com destaque para Maria da Conceição Frutuoso Barbosa, pioneira na modelagem de imagens sacras e na consolidação da identidade das figureiras.
A Indicação Geográfica abre portas para novos mercados, agrega valor aos produtos e mantém a autenticidade do artesanato local. As Figuras de Taubaté são um exemplo vivo dessa tradição, representando não apenas peças individuais, mas toda uma herança cultural.
Pavão: Ícone da Arte Figureira
O Pavão é um dos símbolos mais conhecidos da arte figureira de Taubaté e do artesanato paulista, sendo reconhecido desde 1979. A técnica única de finalização, marcada pelo característico ‘azulão’, obtido com a combinação de pó azul ultramar, goma-laca e álcool, confere às peças sua tipicidade e autenticidade.
A proteção da produção local, juntamente com a tradição e qualidade das peças, contribui para a valorização do artesanato e para o desenvolvimento econômico da região, especialmente para pequenos produtores e artesãos.
“A IG cria um ambiente mais seguro para o artesão acessar novos mercados, agregar valor ao produto e preservar a autenticidade do saber-fazer local. No caso das Figuras de Taubaté, estamos falando de uma tradição viva, que gera renda, identidade e oportunidades de negócios para artesãos” – Hulda Giesbrecht, coordenadora de Negócios de Base Tecnológica do Sebrae Nacional
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Fonte: agenciasebrae.com.br