Estudo da UFSC revela apagamento de líderes femininas como Olga Benário na era Vargas

Olga Benário na história política brasileira

Pesquisa da UFSC analisa destino de Olga Benário, líder comunista apagada da história política brasileira, em estudo sobre crimes políticos na era Vargas

Olga Benário e o apagamento de lideranças femininas na política brasileira

Olga Benário, militante política perseguida pelo governo Getúlio Vargas na década de 1930, teve seu destino analisado em um estudo realizado pela Universidade Federal de Santa Catarina.

O estudo coordenado pelo professor Diego Nunes, do Programa de Pós-Graduação em Direito, revela a seletividade do Tribunal de Segurança Nacional e o apagamento sistemático das mulheres como lideranças políticas na época. Olga Benário, companheira do líder comunista Luís Carlos Prestes, foi expulsa do país e enviada para a Alemanha nazista, onde teve um destino trágico.

Repressão política na era Vargas

A pesquisa indica que o regime de Vargas utilizava o judiciário como aparato de repressão, com um marcado viés de gênero e raça nas vítimas da repressão. A análise dos processos judiciais revela uma seletividade no perfil dos acusados, privilegiando homens brancos, alfabetizados, de meia-idade e de esquerda.

Comparação com o presente

O estudo estabelece uma clara diferença entre a repressão política na era Vargas e os eventos recentes de dissenso político no Brasil. A pesquisa, financiada pelo CNPq, traz reflexões importantes sobre o passado e seu impacto no presente, oferecendo alternativas para reimaginar a realidade atual.

Por Amanda Miranda, Jornalista da Agecom

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Fonte: noticias.ufsc.br

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