Pesquisa da UFSC identifica presença do mosquito Haemagogus leucocelaenus, vetor da febre amarela silvestre, em áreas de mata de cinco municípios catarinenses. Saiba mais sobre a importância da imunização e os riscos associados.
Descoberta do Mosquito Transmissor da Febre Amarela Silvestre
Uma pesquisa recente da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) revelou a presença do mosquito Haemagogus leucocelaenus, transmissor da febre amarela silvestre, em áreas de mata de cinco municípios catarinenses. Essa descoberta inédita ressalta a importância da imunização contra a febre amarela, especialmente em regiões de risco.
O Ciclo de Transmissão da Febre Amarela
O vírus Flavivirus, responsável pela febre amarela, circula em dois ciclos de transmissão. No ciclo urbano, a transmissão ocorre pelo Aedes aegypti, enquanto no ciclo silvestre, os transmissores são mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes, que habitam áreas florestais.
A análise dos mosquitos coletados em Santa Catarina, realizada em parceria com o Instituto Oswaldo Cruz, evidencia a necessidade de atenção e ações preventivas para evitar possíveis surtos da doença.
Importância da Imunização e Políticas Públicas
A confirmação da presença do mosquito transmissor alerta para a possibilidade de um ciclo urbano da febre amarela, destacando a importância da vacinação nas áreas rurais. A pesquisa realizada pela UFSC, em colaboração com instituições de saúde, visa orientar políticas públicas de controle e prevenção da doença.
Mudanças Climáticas e Prevenção
As mudanças climáticas, com alterações na temperatura e umidade, podem favorecer a proliferação dos mosquitos transmissores e o surgimento de novos casos de febre amarela. Além da vacinação, medidas preventivas como o uso de repelentes são essenciais, especialmente em áreas próximas a florestas.
Publicação Científica Internacional
A descoberta do mosquito transmissor resultou na publicação do artigo ‘Expanded range of Haemagogys leucocelaenus in yellow fever hotspots: new findings from Santa Catarina State, southern Brasil’ na revista Memórias do Instituto Oswaldo Cruz. O estudo, assinado por pesquisadores da UFSC, destaca a importância da pesquisa para a saúde pública e a necessidade de medidas de prevenção eficazes.
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Fonte: noticias.ufsc.br
