Entenda os detalhes da cassação do vereador Cleiton Profeta da Silva em Joinville, baseada em quebra de decoro parlamentar e agressões verbais a colegas de plenário.
Com base na votação de ontem (2), o vereador Cleiton Profeta da Silva (PL) tem grande chance de ter seu mandato cassado dentro de 30 dias.
A comissão processante já tem seus três membros escolhidos por sorteio, sendo um deles colega de bancada do agora denunciado por quebra de decoro parlamentar. O pedido de cassação partiu das executivas estadual e municipal do partido NOVO, já que um dos ofendidos foi o vereador Neto Petters, líder da bancada.
As acusações
Em longa justificativa, o requerimento do partido NOVO lembra episódios de agressões verbais e ofensas a diversos vereadores, tanto no plenário como fora dele. O último envolveu Henrique Deckmann (MDB), o mais idoso da legislatura. Durante reunião na sala da presidência, ele relatou em Boletim de Ocorrência que foi empurrado contra a parede por seu colega do PL, chamando-o de “velho gagá”.
Um problema político
Profeta tem sido o vereador mais radical em críticas e denúncias contra a administração municipal. Após sua reeleição, ele subiu e seu comportamento em plenário acabou criando um problema para Jorginho Mello na tentativa de atrair o prefeito de Joinville ao seu projeto de reeleição.
Carreira meteórica
Muito ativo nas redes sociais antes de concorrer, Cleiton Profeta recebeu 994 votos na eleição de 2020, ficando na primeira suplência. O titular Maurício Peixer (PL) o nomeou como assessor parlamentar. Com a posse de Peixer na Assembleia Legislativa (era primeiro suplente), Profeta assumiu o mandato por dois anos, tempo suficiente para desenvolver um trabalho que lhe rendeu 3.225 votos na eleição de 2024.
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Fonte: scempauta.com.br
