Carnaval de Lages: Reflexão sobre Injúria Racial e Representatividade Cultural

Desfile de Escola de Samba em Lages

Reflexão sobre o Carnaval de Lages, incluindo um caso de injúria racial e falta de representatividade étnica. Veja como a festa local aborda questões de identidade e pertencimento.

O Carnaval de Lages em 2027

Para a edição do Carnaval de 2027, é essencial repensar vários aspectos, começando pela importância do correto uso da língua portuguesa. O termo “serra catarinense”, presente em um banner do desfile, mesmo com sua relevância gramatical, destaca a necessidade de valorizar elementos culturais e étnicos nas escolas de samba.

Falta de Representatividade

Chama atenção a ausência de diversidade étnica nas lideranças de um evento cultural fortemente influenciado pela cultura afrodescendente. Isso levanta a questão: seria a Oktoberfest conduzida por uma comunidade árabe?

Desequilíbrio Simbólico

O desfile também ecoou um episódio de injúria racial, envolvendo a realocação de uma mulher negra na Secretaria de Educação após um incidente. A presença da Secretaria de Políticas Públicas para a Mulher no desfile, fora de contexto, destacou a desconexão com a essência do Carnaval.

Neocoronelismo na Festa

A participação da prefeita de Lages, com destaque em um camarote exclusivo, evidenciou um cenário de neocoronelismo, com a Liga das Escolas de Samba subserviente ao Executivo municipal.

Reflexão Final

O Carnaval de Lages revelou desafios e reflexões importantes sobre representatividade e respeito cultural, destacando a necessidade de mudanças e atualizações para garantir a autenticidade e a inclusão na festividade.

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Fonte: scempauta.com.br

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