Conheça o livro Assistida de Sabrina Alvernaz, um relato íntimo sobre fertilização in vitro, maternidade e reflexões sobre ser mulher-tentante. Lançamento em Florianópolis nesta quinta (11).
Introdução
Autora Sabrina Alvernaz compartilha sua experiência com fertilização in vitro e reflexões sobre ser mulher-tentante; obra terá lançamento em Florianópolis na próxima quinta (11).
Detalhes sobre o Livro
“Assistida”, de Sabrina Alvernaz, é um registro da intimidade cotidiana de uma mulher que se descobre infértil. O relato autobiográfico descortina, com sensibilidade, as experiências desde mulher-tentante, passando pelas esperanças e ansiedades que envolvem a reprodução humana assistida (fertilização in vitro) até as primeiras vivências da gestação.
O livro terá lançamento em Florianópolis na próxima quinta (11), na Fundação Cultural Badesc, a partir das 18h30. Além de sessão de autógrafos, o evento terá bate-papo sobre (in)fertilidade e maternidade, com a psicóloga Maria Gabriela Pinho Peixe.
Diário Bem-Humorado
Narrado em primeira pessoa, o diário bem-humorado é constituído de uma prosa poética que reúne brevidade na forma e densidade de conteúdo. Uma experiência de escrita inédita para a autora, acostumada ao meio acadêmico.
Reflexões da Autora
Como diz o prefácio, escrito por sua prima, poeta e professora de literatura Juliana Alvernaz, o livro narra a história da gestação de Sabrina como mãe, um relato quase diarístico de uma fertilização in vitro, sobre as angústias da maternidade e do caminho para se chegar a ela.
“Tenho formação em literatura e uma trajetória acadêmica longa, por isso estou acostumada a uma linguagem mais impessoal, a um contexto em que para afirmar alguma coisa é preciso citar mil referências. De repente, me vi fazendo uma escrita íntima, gostosa e muito leve, apesar de ter uns capítulos pesados e tristes. Essa experiência nova se tornou uma escrita terapêutica, o oposto do que eu estava acostumada”, comenta a autora.
Experiência e Escrita Terapêutica
Em um dos primeiros relatos do livro, Sabrina conta que desconhecia a palavra com a qual a sociedade decidiu nomear as mulheres que querem engravidar, mas ainda não conseguiram: tentante. De repente, viu-se “tentante” e precisava lidar com isso.
“Optei por não me apresentar dessa forma, numa clara resistência ao fato de que se eu “estava tentando” ou se eu era “uma tentante”, significava que eu não era “mãe” ou, pior, talvez nunca pudesse ser.”, conta ela no livro.
Conclusão
Em “Assistida”, Sabrina Alvernaz oferece um relato íntimo e reflexivo sobre a (in)fertilidade, maternidade e o caminho para a realização do desejo de ser mãe. Um convite ao diálogo e à identificação com as experiências pessoais.
Tags: livroAssistida, fertilidade
Fonte: deolhonailha.com.br
