Debate sobre o uso do ‘corredor’ por motoboys em Florianópolis
O uso do chamado ‘corredor’ por motociclistas tem gerado debates em Florianópolis, especialmente com o aumento de motos circulando pela cidade em razão da alta demanda por entregas.
A prática, que consiste em transitar entre os carros parados ou em movimento lento no trânsito, divide opiniões e levanta questionamentos sobre sua legalidade e segurança. Em conformidade com o Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97), o trânsito de motocicletas no corredor não é explicitamente proibido, mas também não é claramente regulamentado.
O Conselho Nacional de Trânsito (Contran), por meio da Resolução nº 709/2017, permite o uso do corredor em determinadas situações, desde que respeitados limites de velocidade e as condições de segurança.
Finalidade e controvérsias
A prática de usar o corredor tem como principal finalidade a redução do tempo de deslocamento. Motoboys e entregadores destacam que a prática é essencial para garantir agilidade nos serviços e para a própria viabilidade econômica do trabalho.
Especialistas apontam os riscos associados, como a proximidade entre motocicletas e carros, aumentando as chances de colisões e comportamentos imprudentes.
Aceitação social
Motoristas mostram alguma tolerância ao uso do corredor, desde que respeitados os limites de velocidade e a segurança. Manobras arriscadas alimentam a percepção negativa sobre o tema.
Desafios em Florianópolis
Em Florianópolis, o debate ganha contornos intensos devido às vias estreitas e alta densidade de veículos. Enquanto motociclistas defendem o corredor como necessário, motoristas e autoridades buscam maior regulamentação e conscientização.
O tema reacende a discussão sobre políticas públicas que contemplem a mobilidade urbana de forma integrada, priorizando segurança e eficiência para todos os tipos de veículos.
Fonte: agorafloripa.com.br
