Santa Catarina se destaca nacionalmente na doação de órgãos, com taxa de doadores efetivos acima da média e redução significativa da recusa familiar. Saiba mais sobre a política pública de transplantes no estado.
Capacitação e Redução da Recusa Familiar Impulsionam Santa Catarina
Dados da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO) revelam que Santa Catarina registrou, em 2025, a maior taxa de doadores efetivos do país, com 42,8 por milhão de população (pmp). Isso representa mais que o dobro da média nacional, que foi de 20,3 pmp.
O estado também se destacou pela menor taxa de recusa familiar no Brasil, atingindo apenas 32%, um avanço notável em relação aos 70% de 2007. Esses resultados refletem décadas de investimentos na política de transplantes, beneficiando cerca de 26 mil pessoas nesse período, inclusive pacientes de outros estados.
Central Estadual de Transplantes: Dados e Resultados
Em 2025, a Central Estadual de Transplantes, ligada à Secretaria de Saúde, recebeu 804 notificações de potenciais doadores, resultando em 98,2 notificações por milhão de habitantes, acima da média nacional de 74,7 pmp.
O estado também se destacou na conversão de potenciais doadores em efetivos, alcançando uma taxa de 43%, superior à maioria das unidades federativas.
Promoção da Doação de Órgãos em Santa Catarina
A entrevista familiar, etapa crucial do processo de doação, é aprimorada com os 10 Cursos de Comunicação em Situações Críticas realizados anualmente. Mais de 3 mil profissionais de saúde foram capacitados até 2025.
Em Santa Catarina, mais de 9,1 mil famílias autorizaram a doação de órgãos e tecidos, impactando positivamente a vida de milhares de pessoas.
Possibilidade de Doação de Órgãos
Todas as pessoas podem ser doadoras, sendo essencial comunicar à família sobre o desejo de doar. A doação depende da autorização familiar e segue um processo detalhado, incluindo logística, remoção dos órgãos, seleção de receptores e transplante.
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Fonte: scempauta.com.br
