Efeitos do Glifosato na Gestação de Roedores: Estudo da UFSC

Imagem ilustrativa de roedores em laboratório

Estudo da UFSC analisa os efeitos do glifosato na gestação de roedores, destacando possíveis impactos na saúde materna e fetal. Resultados revelam sutis alterações no fígado relacionadas à epigenética.

Estudo da UFSC avalia os efeitos do glifosato na gestação de roedores

Um estudo conduzido na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) investigou os efeitos do glifosato, em específico do RoundUp, durante a gestação de roedores. A pesquisa teve como objetivo analisar os possíveis riscos à saúde materna e fetal decorrentes da exposição a esse pesticida amplamente utilizado no Brasil. Os resultados indicaram que, dentro dos níveis considerados seguros por instituições regulatórias, não houve efeitos metabólicos relevantes. Apesar disso, foram observadas sutis alterações no fígado relacionadas à epigenética, levantando preocupações sobre consequências a longo prazo.

Resultados e Descobertas

O estudo, liderado pelo professor Alex Rafacho, Coordenador do Laboratório de Investigações de Doenças Crônicas (LIDoC) do Centro de Ciências Biológicas (CCB), destacou que as alterações identificadas podem não apresentar impactos imediatos, mas suscitam questionamentos sobre possíveis repercussões futuras, especialmente em casos de exposição continuada. A pesquisa, parte da tese de doutorado de Aline Barbosa Lima, contou com a colaboração de Victoria Cristina Malinski, Morgana Contini e Natália Stinghen Tonet, membros da equipe do LIDoC.

Financiamento e Parcerias

É importante ressaltar que o estudo não recebeu financiamento externo específico, sendo conduzido com recursos da UFSC. Apesar disso, a pesquisa contou com o apoio da Universidade de São Paulo (USP) para experimentos envolvendo células. Os resultados foram publicados na revista Environmental Pollution, reconhecida internacionalmente pela relevância na área de contaminantes ambientais.

Conclusão e Advertências

A análise do estudo aponta que, mesmo em concentrações ambientalmente seguras, podem ocorrer efeitos sutis do glifosato, como as alterações epigenéticas. Tais impactos, não detectáveis por avaliações clínicas convencionais, levantam preocupações quanto aos desdobramentos para as mães e filhos no futuro. O professor Alex Rafacho destaca a importância de considerar não apenas o glifosato isolado, mas também os possíveis efeitos sinérgicos de outras substâncias presentes na formulação do RoundUp.

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Fonte: noticias.ufsc.br

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