Conheça o projeto da UFSC que investiga minhocas, colêmbolos e ácaros como indicadores da qualidade do solo. Saiba mais sobre a pesquisa e seus impactos.
Projeto de pesquisa da UFSC
Um projeto de pesquisa desenvolvido no campus de Curitibanos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) está investigando como minhocas, micro minhocas, colêmbolos e ácaros podem atuar como bioindicadores da qualidade do solo. A iniciativa é uma das primeiras no Brasil a aplicar o conceito de Faixa Normal de Operação (Normal Operating Range – NOR) às comunidades de fauna do solo, integrando parâmetros biológicos, físicos e químicos para compreender a dinâmica natural desses organismos ao longo do tempo.
Coordenação e financiamento
O projeto é coordenado pela professora Júlia Carina Niemeyer, vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Ecossistemas Agrícolas e Naturais (PPGEAN) da UFSC. Conta com financiamento internacional da Bayer AG, Crop Science Division, da Alemanha, e da CloverStrategy, de Portugal, além do apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu).
Importância da fauna do solo
A fauna do solo desempenha funções ecológicas essenciais, estando diretamente associada à boa estrutura do solo, fertilidade e oferta de serviços ecossistêmicos. Por serem sensíveis a alterações ambientais, esses organismos funcionam como importantes bioindicadores.
Metodologia e áreas de estudo
As coletas de amostras de solo estão sendo realizadas na região do Planalto Catarinense, nos municípios de Curitibanos e Frei Rogério. Os trabalhos envolvem diferentes sistemas de uso do solo, como mata nativa, pastagem, plantio direto e preparo convencional. Análises indicam que o tipo de uso do solo e fatores climáticos influenciam a composição e abundância da fauna.
Resultados e impactos esperados
Análises preliminares destacam o potencial dos organismos estudados como indicadores ecológicos. Os resultados devem subsidiar políticas públicas, promover práticas agrícolas sustentáveis e orientar estratégias de recuperação de áreas degradadas.
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Fonte: noticias.ufsc.br
